Pensamentos aleatórios

Ano-novo, de novo...


Novamente chegou o último dia do ano no calendário gregoriano. Milhões de pessoas mais uma vez se vestirão de branco, desejarão paz ao mundo, farão promessas que não serão cumpridas em 2008 e realizarão diversas superstições à meia-noite.

No meu íntimo, tenho vontade de criticar essas crenças de final de ano que várias pessoas têm, como comer uvas para dar boa sorte (acho que é essa a finalidade), que para mim não fazem sentido algum. Mas como cada um acredita ou não no que quiser, não tenho o direito de criticar - mesmo não conseguindo entender como pessoas que se dizem cristãs, no ano-novo, realizam vários rituais que se originaram de religiões africanas, bastante ligadas ao mar, quando passam o ano inteiro falando mal do candomblé, da macumba e da umbanda.

Enfim, o que me incomoda mesmo é o ano-novo em si, a passagem do dia 31 de dezembro para o dia 01 de janeiro. Afinal, são apenas dois dias normais, com nomes inventados na época do imperador romano Júlio César e adaptados pelo papa Gregório XIII em 1582. Se não fosse essa noção que temos de que cada dia é representado por um número de um determinado mês, todos os dias seriam apenas a repetição do anterior, nada mais.

Tanto é verdade que as pessoas não se importam de comemorar a passagem de ano uma hora antes no sul, sudeste e centro-oeste do Brasil, em relação às outras regiões, tudo por causa do horário de verão adotado pelo governo. Isso soa como se os políticos tivessem o poder de controlar o tempo e até as crenças das pessoas no ano-novo, ou como se ninguém ligasse para o horário em que se comemora, mas no poder de suas superstições e do que acreditam.

Se for por essa segunda opção, então o ano-novo nada tem a ver com as promessas e desejos de paz, já que tanto faz se são feitos à meia-noite ou às 23 horas. Então, por que as pessoas esperam sempre 365 (ou 366) dias para prometerem melhoras nas suas vidas ou desejar um mundo pacífico e melhor? Será a comodidade que o ano-novo dá de apenas prometer e desejar, sem realmente pensar em cumprir?
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"Depois de um tempo você descobre que existem pessoas tão fúteis, que são capazes de trocar uma vida inteira de amor e carinho, por um curto período de prazeres e farras.

"Aprende como a vida é engraçada e como sonhos são tão facilmente destruídos; e que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...".

(trecho adaptado de um texto de William Shakespeare).
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Feliz Natal?


Eu detesto o Natal. Podem me chamar de rabugento, mas é a verdade. Não por eu ser ateu, pois duvidar de que Jesus tenha existido é mais difícil do que duvidar da existência de Deus. Meu desagrado com relação a essa data é mais profundo que isso.

Primeiramente, em dezembro se comemora tudo, menos o Natal. O dia 25, como todos os ocidentais e boa parte dos orientais sabem, deveria representar uma homenagem ao nascimento do filho do deus cristão. Mas o que se pode notar é apenas uma adoração ao capitalismo.

Pessoas comprando compulsivamente e empresas investindo em propagandas de forma agressiva. Papai Noel (o garoto-propaganda da Coca-Cola), árvores de natal e enfeites nunca são esquecidos, mas o único que deveria realmente ser lembrado, o "aniversariante do dia", mal é mencionado.

Mas tudo bem, quem sou eu para julgar o que os outros fazem com seu dinheiro. Afinal é provável que o dia 25 de dezembro nem tenha sido realmente a data do nascimento de Jesus (já li algo sobre a verdadeira data ser em março ou abril). Nascer uma semana antes do ano-novo é coincidência demais...

O que mais me faz detestar o Natal é a hipocrisia das pessoas, de várias formas. Todos se tornam grandes amigos na noite do dia 24, não importa se durante o ano inteiro sequer tenham se falado. Alguns vivem falando mal de outros, mas quando chega a meia-noite todo mundo se abraça e deseja felicidade e prosperidade, com palavras vazias de qualquer sentimento verdadeiro.

Por que ninguém pode ser bom todos os dias? Só se pode tratar bem os outros uma vez por ano?

Mais uma vez, acho que nasci no mundo errado...


Ps: como disse o pessoal do Incêncio Acidental:

"que comece rápido o próximo ciclo, para que estejamos livres e virgens para pecar outra vez até o próximo Natal;
e que quem estiver lendo isto, esqueça. Ninguém é de ferro".

O que fazer com seu computador antigo

Todo mundo sabe que atualmente o preço dos computadores caiu bastante em nosso país. Há quatro anos, um PC que custava R$2000 hoje vale R$800. E, com as promoções de final de ano nas lojas, os preços diminuem ainda mais.

Contudo, existe um problema quando se compra um computador novo: o que fazer com o antigo, principalmente se ele não puder ser revendido?

Veja abaixo algumas soluções criativas para esse problema:


Robô



Churrasqueira (essa é até fácil de fazer...)



Cafeteira



Besouro



Crocodilo



Planta



Avião



Moinho



Flores feitas com partes de teclado



Pássaro


Meme: "Crie 5 afirmações gritantemente surreais"

O JOTTAE me convidou a participar desse Meme, mas tomei a liberdade de modificá-lo um pouco. Pensei em 5 afirmações gritantemente surreais que me fariam muito feliz se fossem verdade. A saber:
  • O ensino público no Brasil é melhor que o privado;
  • Ninguém mais usa Orkut;
  • Meu computador é de última geração e eu tenho um Nintendo Wii;
  • Os brasileiros gostam de ler;
Não vou convidar ninguém a participar para não se sentirem forçados a responder, mas acharia interessante saber que frases meus colegas blogueiros escolheriam. Fica a dica.

Desabafo (postagem inútil)


[Momento Maluco: Ligado]

Nos últimos anos a humanidade tem avançado tecnologicamente a um ritmo surpreendente, mas um dos acessórios mais essenciais para as pessoas parece não evoluir muito: a caneta, em especial a esferográfica.

Vinte anos atrás, dez anos atrás, um ano atrás, hoje. Sempre ela parece falhar no momento em que mais precisamos dela. E nessas ocasiões nada podemos fazer senão arremessá-la ao chão com toda a nossa fúria, nem que seja só em pensamento.

Claro que devem existir canetas praticamente infalíveis, mas com certeza não custam apenas alguns centavos como as esferográficas.

Portanto, peço encarecidamente à Bic, Compactor, Faber Castell, Sum e a todas as outras empresas que fabricam canetas:

POR FAVOR, FAÇAM UMA CANETA ESFEROGRÁFICA DECENTE!!!

Grato.

[Momento Maluco: Desligado]

Uma música triste e bonita

Sei que este post vai parecer de um blog de miguxo (começando pelo título, tão simples), mas não consegui resistir...

Esses dias conheci uma música muito bonita da banda norte-americana The Offspring. Há 4 ou 5 anos eu até curtia o som deles, mas faz tempo que não me agrado mais de punk rock.

Só que a letra dessa música, chamada Gone Away ("Você se foi", em tradução livre), em especial me chamou a atenção pela beleza e tristeza de seus versos. É como um desabafo de uma pessoa que está sofrendo muito com a morte de alguém que amava. Além disso, a melodia é bem legal, tanto que a canção virou um hit na época em que foi lançada.

Enfim, a música grudou na minha cabeça que parecia não sair mais. Por isso, de repente, me veio a idéia de fazer uma apresentaçãozinha de slides com ela ao fundo e transformá-la num vídeo.

Bom, o resultado foi esse:



Letra e tradução:
Maybe in another life
[Talvez em outra vida]
I could find you there
[Eu possa te encontrar]
Pulled away before your time
[Levada embora antes da sua hora]
I can't deal it's so unfair
[Eu não consigo lidar com isso, é tão injusto]

And it feels
[E parece]
Yeah it feels like
[Sim, parece que]
heaven's so far away
[O Céu é longe demais]
And it feels
[E parece]
Yeah it feels like
[Sim, parece que]
The world has grown cold
[O mundo ficou frio]
Now that you've gone away...
[Agora que você se foi...]

Leaving flowers on your grave
[Deixando flores no seu túmulo]
Show that I still care
[Mostra que eu ainda me importo]
But black roses and hail marys
[Mas rosas negras e mármores]
Can't bring back what's taken from me
[Não podem trazer de volta o que foi tirado de mim]

I reach to the sky
[Eu alcanço o céu]
And call out your name
[E grito seu nome]
And if I could trade
[E se eu pudesse fazer uma troca]
I would
[Eu faria]

And it feels
[E parece]
Yeah it feels like
[Sim, parece que]
heaven's so far away
[O Céu é longe demais]
And it stings
[E isso dói]
Yeah it stings now
[Sim, isso dói agora]
The world is so cold
[O mundo é tão frio]
Now that you've gone away
[Agora que você se foi]
Gone away, gone away, yeah
[Se foi, se foi, yeah]

Ouuhhh, ouhhh, ouhh yeah

I'll Save Your Soul
[Eu salvarei sua alma]

Whoa. Yeaaaaaeeeaaeah. Mm.

I reach to the sky
[Eu alcanço o céu]
And call out your name
[E grito seu nome]
Oh please let me trade
[Oh, por favor, me deixe fazer uma troca]
I would
[Eu faria]

And it feels
[E parece]
Yeah it feels like
[Sim, parece que]
heaven's so far away
[O Céu é longe demais]
And it feels
[E parece]
Yeah it feels like
[Sim, parece que]
The world has grown cold
[O mundo ficou frio]
Now that you've gone away...
[Agora que você se foi...]
Gone away, gone away, yeah
[Se foi, se foi, yeah]

Conheça a história de Rasputin, e pense bem antes de confiar em qualquer pessoa...

(principalmente se essa pessoa for um bruxo maltrapilho e fedorento...).

Lendo este post do blog do Cardoso, tomei conhecimento de um teste que identifica "que ícone russo é você?". Depois de ler as perguntas e descobrir que um dos resultados possíveis é o Zangief, o personagem que ninguém gostava de jogar no Street Fighter II do SNES, obviamente notei que era um teste só para diversão mesmo.

O mais interessante foi o meu resultado:

Grigori Yefimovich Novykhn, ou simplesmente Rasputin, foi um dos personagens mais enigmáticos da Rússia na época que antecedeu a Revolução de 1917. Apesar da origem pobre e de seu semi-analfabetismo, conseguiu exercer uma enorme influência no governo do czar Nicolas II graças a sua amizade com a czarina Alexandra Fedorovna e seu enorme poder de magnetizar e impressionar as pessoas.

O motivo principal de ter ganho tanto poder se deveu a seus supostos poderes místicos que conseguiam amenizar os efeitos da doença de um dos filhos do czar, Alexei Romanov, que sofria de hemofilia, nome dado a diversas enfermidades hereditárias que incapacitam o corpo de controlar sangramentos. Graças a esse "poder", Rasputin conquistou a confiança da czarina, que o considerava um "enviado de Deus".

Entretanto, o auto-intitulado monge não era tão santo quanto fazia parecer. Desde sua adolescência, tinha fama de se "divertir" com mulheres, beber muita vodka e se envolver em brigas, o que lhe rendeu o apelido de Rasputin ("pervertido", em russo). Por volta dos 18 anos de idade, conheceu a seita Khlysty ("flagelantes"), a qual pregava que o ato sexual era uma forma de obter a salvação espiritual. Com esse comportamento, não eram raras as notícias de que o místico participava de orgias ou tinha casos com mulheres da alta sociedade.

Apesar de seu comportamento devasso, que lhe rendeu diversos inimigos, seu incrível poder de persuasão, aliado a sua facilidade de transitar entre a nobreza e as classes mais pobres, fizeram de Rasputin o líder ideal da Igreja russa, que desejava reunir todas as camadas da sociedade sob sua influência.

Contudo, como foi dito acima, o monge havia criado diversos inimigos, a maioria deles bastante poderosos, como o príncipe Felix Yussupov, que não gostavam nada de ver um camponês charlatão praticamente governar o país graças a sua habilidade de manipular a família real. Assim, um deputado de extrema-direita chamado Purishkevitch, o oficial Sukhotin, o médico Lazovert, e o grão-duque Dmitri, da família real, além do próprio príncipe Félix, armaram um plano para assassinar Rasputin, mas não foi nada fácil...

Um dos acontecimento mais famosos envolvendo o místico russo foi sua morte. Segundo dizem, ele foi convidado para um jantar na casa do príncipe, onde ingeriu uma quantidade cavalar de veneno que estava misturado a sua comida. Porém, graças a uma úlcera crônica, Rasputin acabou expelindo parte do veneno e sobreviveu. Depois, levou 11 tiros à queima roupa, castraram-no e o espancaram, mas nem assim conseguiram matá-lo, apenas o deixaram inconsciente.

Só quando o jogaram no frio rio Neva ele morreu, mas não por causa dos hematomas ou dos tiros, mas de hipotermia. Um verdadeiro Jason Voorhees...


Mais informações:
Rasputin - Spectrum Gothic
O Assassinato de Rasputin
Rasputin - Wikipédia

Pensando alto



Eu sou cético e, no momento, ateu (mas não um ateu no sentido comum, explicarei isso mais abaixo). Depois de muito refletir sobre o que tenho talento para fazer, a única conclusão satisfatória à qual cheguei foi que eu duvido das coisas melhor que a maioria das pessoas – não que isso seja bom a ponto de me vangloriar. Enfim, partindo desse meu “talento”, resolvi fazer algumas reflexões.

Sou contra as religiões, mas não às crenças. Religião causa conflitos, mortes, intolerância. Ao mesmo tempo em que une algumas pessoas, separa outras por não terem a mesma opinião sobre o sobrenatural. Já as crenças são indispensáveis ao ser humano. Seja num deus, na ciência ou na crença de que nada faz sentido, todos acreditam em algo. E isso é bom, pois constrói um espírito crítico em cada pessoa.

A diferença é que na crença você acredita em algo e pronto. Não precisa de outros que concordem com você. Tanto faz se eles idolatram Darwin, Buda, Jesus ou um elefante, cada um acredita no que quiser. Mas, no momento em que um determinado grupo com idéias compatíveis começa a achar que sua crença é a única correta e passa a espalhar isso aos quatro ventos, surge uma religião.

Se houvesse uma única religião, tudo bem. Seríamos uma sociedade completamente arcaica, tanto materialmente quanto psicologicamente, mas não haveria conflitos graves. Mas somos seres pensantes, logo nunca teremos opiniões 100% compatíveis com as dos outros, e isso gera conflito.

Conflito é algo bom, pois é uma necessidade humana. Sem conflito, não há evolução de idéias. O problema é levá-lo até as últimas conseqüências, como nas guerras santas que ocorrem no Oriente. Quando alguém chega ao ponto de matar outra pessoa por ela não acreditar no que você crê, tem-se o fanatismo religioso, o pior estágio que a religião pode alcançar.

Bom, depois de toda essa reflexão, finalmente explico o que eu quis dizer com o “sou ateu, mas não um no sentido comum”: eu não acredito em nenhum deus no sentido em que ele é explicado pelas religiões que conheço, mas acredito em um deus.

O deus em que acredito, ao menos neste momento da minha vida, não é um ser, mas um todo. “Ele” seria a Ordem de todas as coisas, pois, mais difícil que acreditar em algo sobrenatural, é acreditar que o Universo é um caos completo e que nossa existência não tem sentido algum. Simplesmente não entra na minha cabeça que estamos aqui por coincidência, vivos e pensantes, e que nosso destino é apenas morrer e nossos átomos voltarem a compor a terra até um dia, novamente por coincidência, compor de novo outros seres humanos. E esse ciclo se repetir até que tudo deixe de existir.

Eu digo que acredito nisso, mas não quer dizer que comprovei ou “senti” a existência desse deus. Apenas creio que ele deva existir, pois uma vida sem sentido não é uma vida. E neste ponto sou a favor da religião, pois ela dá explicações, mesmo que para mim não façam sentido, mas que evita que as pessoas pensem e cheguem a conclusões não muito satisfatórias como a minha. Não acho que a maioria delas conseguiria lidar com uma vida sem um paraíso ou um inferno após a morte.

Para que comprar um iPhone, se você pode ter um iFone?

No ritmo em que a pirataria ocorre hoje, acho que demorou. Mas finalmente encontraram um "genérico" do smartphone da Apple, mais especificamente em terras russas, num mercado no subúrbio de Moscou. Aparentemente produzido na China (novidade...), seu o nome não poderia ser mais original: iFone.


Ah, o iPhone é o da direita! :-D


Piratearam até a maçã...

O dono do "smartFone" não quis revelar o preço dessa "preciosidade"...

Encontrei as imagens aqui: iPhone Code.

Maldita "inteligência"...


Ontem a Roberta postou um texto interessante sobre crueldade contra animais, repudiando as atitudes hediondas dos ditos únicos seres inteligentes e civilizados deste planeta (nós). Eu mesmo já escrevi dois textos sobre o assunto aqui (intitulados "Superioridade" e "Há limites para a divinização humana?") e também deixei um comentário no post da Roberta criticando essas atitudes exclusivas da nossa espécie.

Logo após ler o texto dela, fui ver os feeds que assino, algo que eu não fazia há alguns dias e que estavam se acumulando no reader. Por coincidência, encontrei um artigo falando sobre cavalos que são forçados a lutar entre si até a morte apenas para divertir um público de chineses malucos, lembrando as brigas de galo que têm aqui na América Latina. Para lê-lo (está em inglês) ou ver as horríveis imagens desse "espetáculo", como a acima, clique no link a seguir: Horror as Chinese horses are forced to fight to the death.

Eu simplesmente não consigo entender. Por quê? Qual o sentido de torturar animais sem qualquer motivo (não que haja algum)? Isso é diversão? Se ser humano é sentir prazer em maltratar um bicho completamente indefeso então eu rejeito ser classificado na espécie Homo sapiens.

Temos a mania de exaltar nossa superioridade por sermos os únicos seres com raciocínio em todo o universo, mas eu penso ao contrário: inteligência não é uma dádiva, é um erro que a natureza cometeu. Mas como ela não é idiota, errou apenas uma vez, por isso não há outros seres pensantes.

TV digital, pra quê?

Hoje começa a tão falada transmissão digital pela rede de televisão aberta do Brasil. Por enquanto apenas em São Paulo, promete ser um grande avanço na qualidade técnica (som e imagem) e no campo da interatividade com o espectador. Mas há dois problemas relacionados à implantação desse sinal digital, um relativamente simples de ser resolvido, outro nem tanto...

Primeiro, para se receber a transmissão “gratuita”, é necessária a compra de um conversor (já que ainda não há televisores à venda no país compatíveis com o novo sinal), aparelho que recebe o sinal digital e o “traduz” para o aparelho de televisão. A questão é que os conversores mais baratos atualmente custam cerca de R$700, o preço de uma TV 29” tela plana.

Contudo, isso pode ser resolvido com uma “ajudinha” do governo e conforme essa nova tecnologia for se popularizando.

O segundo problema é que é difícil de resolver: a qualidade dos programas da TV aberta. De que adianta ter uma imagem com qualidade melhor que DVD e áudio de CD, mas sem qualquer conteúdo “assistível”? Particularmente, não acho que gastar R$700 para assistir ao Superpop, TV Fama, Tudo é Possível, ao programa da Márcia Gold’alguma coisa’ (nem sei o nome do programa dela e nem vou me dar ao trabalho de pesquisar no Google) e todos os outros do mesmo gênero, além das novelas repetitivas e bobas que dominam a programação do horário de pico e não dão outra opção ao espectador inteligente senão desligar a televisão e ir ler um livro – ou praticar “exercícios” com a esposa/namorada, o que é bem mais interessante... :-P

Pior que a porcaria que está a TV aberta, é o povo que se contenta e chega a gostar da programação. Não sei se eu é que tenho problema, mas fiquei surpreso por saber que numa cidade do interior do meu estado (Maranhão), onde tenho alguns parentes por parte de mãe, a maioria da população, de todas as faixas etárias, simplesmente se desliga do resto do mundo quando começa uma novela mexicana O_O

Sinceramente não consigo pensar numa solução para esse problema de qualidade de conteúdo. Os poucos que reclamam se vêem obrigados a pagar por uma programação decente, já que as emissoras não vão querer melhorar sua programação – o que demandaria gastos maiores – se atualmente qualquer bobagem consegue prender a atenção do povo, que, agindo assim, não passa de um burro de carga (tanto para dar dinheiro às emissoras, quanto para ser manipulado por elas).