
Era para eu ter começado a escrever este texto sexta passada, mas nos últimos dias eu estava completamente sem vontade de escrever qualquer coisa – por isso o blog ficou desatualizado. Mas enfim tomei coragem e tentei fazer um texto decente sobre esse livro, pois acho que ele merece.
Comprei-o nos últimos dias de pré-venda no Americanas.com. O lançamento foi dia 10/10, sábado, e o livro chegou três dias depois a minha casa. Como todos os livros anteriores da série, em especial a partir do 4º, “devorei-o” em poucos dias, sentindo, como sempre, um misto de curiosidade, apreensão e alegria a cada página.
Mas neste último livro, um outro sentimento surgiu, e se tornava mais forte conforme os capítulos se seguiam: saudade. Não por eu simplesmente ser fã da série, pois sei que há pessoas muito mais que eu, mas pelo que aqueles sete livros representaram para mim.
Antes do primeiro filme de Harry Potter, lançado em 2001 (Harry Potter e a Pedra Filosofal), eu mal pegava em livros. Lia muito pouco, basicamente os livros da escola e ocasionalmente um livrinho infanto-juvenil de cento e poucas páginas. Achava que era cansativo e chato passar dias para terminar de ler uma história, sendo que os filmes tinham a mesma função para mim – entreter – e duravam apenas algumas poucas horas.
Porém, depois daquele filme, minha opinião mudou completamente. Assim que saí da sala do cinema, já havia decidido comprar ao menos o primeiro livro da série. Para minha sorte, no mesmo dia meu pai comprou os dois primeiros (o homônimo do filme e o Harry Potter e a Câmara Secreta). Comecei a ler e achei simplesmente magnífico!
A partir de então, me tornei um verdadeiro leitor, inicialmente dos outros livros de J.K. Rowling, mas logo depois procurando outros títulos e outros autores – alguns clássicos, como sir Arthur Connan Doyle, Aghata Christie e J.R.R. Tokien, outros mais recentes, como Dan Brown.
E enfim, depois de 6 anos acompanhando a série, finalmente estava em minhas mãos a última parte, o fim de toda aquela obra. Não era para menos, eu tinha que sentir saudade e um pouco de tristeza por saber que não haveria mais um livro para esperar. Mas ficar pensando não ia levar a nada, então parei de frescura e li, com a mesma avidez que li os outros.
Dizer que Harry Potter e as Relíquias da Morte é o melhor dos 7 é resumir demais, mas também não é mentira. Para quem leu o antecessor, Harry Potter e o Enigma do Príncipe, deve ter percebido que o último seria bastante diferente dos outros. E é.
A linearidade que ocorre nos 6 primeiros livros não existe no último, pois não se acompanha o dia-a-dia escolar dos personagens em Hogwarts. Relíquias é imprevisível, oscilando entre uma brisa e uma tempestade em questão de instantes, e isso é uma armadilha para leitores que não querem ou não podem passar muito tempo lendo. Dá vontade de dormir um pouco mais tarde só para ler um pouco mais.
O clima do livro é sombrio, os personagens estão mais maduros, o enredo está mais complexo e adulto. A “Morte” não está relacionada apenas às Relíquias da Morte – um dos principais e essenciais mistérios da obra –, mas está bastante presente no livro, mais que em qualquer outro. Diversos personagens morrem, o que deixou vários leitores mundo afora indignados, mas que a meu ver só ajuda a deixar a história mais séria e melhor. Mostrando a face nua e crua da morte numa história fictícia e com diversos personagens carismáticos ajuda-nos a refletir, afinal morrer é algo natural e nem sempre “justo”.
É difícil fazer uma sinopse sem cometer o pecado de contar detalhes do enredo, mas vou tentar fazer direito:
No livro anterior, Harry foi incumbido por Dumbledore a procurar e destruir as Horcruxes, artefatos que contêm partes da alma de Voldemort e a única forma de derrotá-lo. Entretanto, ele sequer tem idéia de onde encontrá-las, o que torna sua missão ainda mais difícil.
Com a ajuda de seus melhores amigos, Rony e Hermione, ele sai à procura desses artefatos, ao mesmo tempo em que têm que se esconder dos seguidores de Voldemort, os Comensais da Morte, os quais, a mando de seu líder, dominaram o Ministério da Magia e ameaçam tanto o mundo bruxo quanto o trouxa.
Enfrentando diversas dificuldades, os três começam a descobrir as possíveis localizações das Horcruxes, além desvendarem o sombrio passado do até então imaculado Alvo Dumbledore e sua relação com um antigo bruxo das trevas.
Harry Potter e as Relíquias da Morte finaliza praticamente com perfeição a série de livros mais vendida de todos os tempo. O único e pequeno problema que encontrei foi o fato de o epílogo do livro ter sido muito curto. O futuro dos personagens ficou meio vago e acabou sendo contado rápido demais... Mas, afora isso, o livro é excepcional.
FICHA TÉCNICA (edição brasileira)
Título original: Harry Potter and the Deathly Hallows
Autora: Joanne Kathleen Rowling (J.K. Rowling)
Tradutora: Lia Wyler
Editora: Rocco
Gênero: Ficção/Fantasia
Número de páginas: 590
Lançamento: 10 de novembro de 2007
EXTRA: no site da editora Rocco é possível ler o primeiro capítulo do livro. Clique aqui caso deseje lê-lo.
Pesquise preços do livro no Buscapé: Harry Potter e as Relíquias da Morte.
Pesquise preços dos outros livros da série: Livros de Harry Potter.
Pesquise preços dos DVDs da série Harry Potter: DVDs de Harry Potter.
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Mas neste último livro, um outro sentimento surgiu, e se tornava mais forte conforme os capítulos se seguiam: saudade. Não por eu simplesmente ser fã da série, pois sei que há pessoas muito mais que eu, mas pelo que aqueles sete livros representaram para mim.
Antes do primeiro filme de Harry Potter, lançado em 2001 (Harry Potter e a Pedra Filosofal), eu mal pegava em livros. Lia muito pouco, basicamente os livros da escola e ocasionalmente um livrinho infanto-juvenil de cento e poucas páginas. Achava que era cansativo e chato passar dias para terminar de ler uma história, sendo que os filmes tinham a mesma função para mim – entreter – e duravam apenas algumas poucas horas.
Porém, depois daquele filme, minha opinião mudou completamente. Assim que saí da sala do cinema, já havia decidido comprar ao menos o primeiro livro da série. Para minha sorte, no mesmo dia meu pai comprou os dois primeiros (o homônimo do filme e o Harry Potter e a Câmara Secreta). Comecei a ler e achei simplesmente magnífico!
A partir de então, me tornei um verdadeiro leitor, inicialmente dos outros livros de J.K. Rowling, mas logo depois procurando outros títulos e outros autores – alguns clássicos, como sir Arthur Connan Doyle, Aghata Christie e J.R.R. Tokien, outros mais recentes, como Dan Brown.
E enfim, depois de 6 anos acompanhando a série, finalmente estava em minhas mãos a última parte, o fim de toda aquela obra. Não era para menos, eu tinha que sentir saudade e um pouco de tristeza por saber que não haveria mais um livro para esperar. Mas ficar pensando não ia levar a nada, então parei de frescura e li, com a mesma avidez que li os outros.
Dizer que Harry Potter e as Relíquias da Morte é o melhor dos 7 é resumir demais, mas também não é mentira. Para quem leu o antecessor, Harry Potter e o Enigma do Príncipe, deve ter percebido que o último seria bastante diferente dos outros. E é.
A linearidade que ocorre nos 6 primeiros livros não existe no último, pois não se acompanha o dia-a-dia escolar dos personagens em Hogwarts. Relíquias é imprevisível, oscilando entre uma brisa e uma tempestade em questão de instantes, e isso é uma armadilha para leitores que não querem ou não podem passar muito tempo lendo. Dá vontade de dormir um pouco mais tarde só para ler um pouco mais.
O clima do livro é sombrio, os personagens estão mais maduros, o enredo está mais complexo e adulto. A “Morte” não está relacionada apenas às Relíquias da Morte – um dos principais e essenciais mistérios da obra –, mas está bastante presente no livro, mais que em qualquer outro. Diversos personagens morrem, o que deixou vários leitores mundo afora indignados, mas que a meu ver só ajuda a deixar a história mais séria e melhor. Mostrando a face nua e crua da morte numa história fictícia e com diversos personagens carismáticos ajuda-nos a refletir, afinal morrer é algo natural e nem sempre “justo”.
É difícil fazer uma sinopse sem cometer o pecado de contar detalhes do enredo, mas vou tentar fazer direito:
No livro anterior, Harry foi incumbido por Dumbledore a procurar e destruir as Horcruxes, artefatos que contêm partes da alma de Voldemort e a única forma de derrotá-lo. Entretanto, ele sequer tem idéia de onde encontrá-las, o que torna sua missão ainda mais difícil.
Com a ajuda de seus melhores amigos, Rony e Hermione, ele sai à procura desses artefatos, ao mesmo tempo em que têm que se esconder dos seguidores de Voldemort, os Comensais da Morte, os quais, a mando de seu líder, dominaram o Ministério da Magia e ameaçam tanto o mundo bruxo quanto o trouxa.
Enfrentando diversas dificuldades, os três começam a descobrir as possíveis localizações das Horcruxes, além desvendarem o sombrio passado do até então imaculado Alvo Dumbledore e sua relação com um antigo bruxo das trevas.
Harry Potter e as Relíquias da Morte finaliza praticamente com perfeição a série de livros mais vendida de todos os tempo. O único e pequeno problema que encontrei foi o fato de o epílogo do livro ter sido muito curto. O futuro dos personagens ficou meio vago e acabou sendo contado rápido demais... Mas, afora isso, o livro é excepcional.
FICHA TÉCNICA (edição brasileira)
Título original: Harry Potter and the Deathly Hallows
Autora: Joanne Kathleen Rowling (J.K. Rowling)
Tradutora: Lia Wyler
Editora: Rocco
Gênero: Ficção/Fantasia
Número de páginas: 590
Lançamento: 10 de novembro de 2007
EXTRA: no site da editora Rocco é possível ler o primeiro capítulo do livro. Clique aqui caso deseje lê-lo.
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1 Comentário:
Nossa vc pensa como eu no fim a história ela contou muito rapido dexou muito vago, mas pode ser que ela queira que nós pensamos como sera a vida de harry depois que voldemort morreu...
Eu chorei muito pois não queria que acabasse...
mas espero que ele faça algo que continue a história dele...
bjO**
roh
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