Pensamentos aleatórios

Quer mudar o Brasil? Então aja!

"Até bem pouco tempo atrás, poderíamos mudar o mundo. Quem roubou nossa coragem?"


Esse é um conhecido trecho da música "Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto", da banda Legião Urbana. Uma indagação que me fez refletir por um tempo, mas enfim encontrei a resposta:

"Ninguém roubou nossa coragem, nós que a deixamos fugir ou a escondemos de nós mesmos. O mundo está um lixo, e vendo o pouco que as pessoas fazem para tentar melhorá-lo, acabamos nem tentando mudá-lo".

Por exemplo: vemos todos os dias a corrupção descarada em nosso governo, e cometemos o terrível pecado de achar isso "normal". Pensando e agindo dessa forma, estamos condenando o já triste futuro que nos aguarda, além de dar mais poder a esses políticos que venderam sua alma ao dinheiro.

Poucos são os que se levantam contra esse sistema cruel, e a maioria é logo massacrada e eliminada por ele. Mas isso só acontece quando um ou outro tenta agir, e não uma parcela considerável da sociedade. A História prova que, sempre que o povo se mobiliza por uma causa, ela é alcançada (vide as revoluções por que o mundo já passou). Por mais que os "poderosos" pareçam não se importar se o povo aprova ou não seus atos, no fundo eles o temem.

O maior medo dos governantes é uma população consciente sobre o que é bom para o país, que cobra quando algo não está agradando, que luta pelos seus direitos. É por isso que eles fazem tudo para o povo esquecer isso; esse estado de "amnésia coletiva" é o que mais lhes agrada.

Nesse contexto, o Rafael Reinehr, indignado com a pouca participação da população nos rumos que nosso país está tomando, resolveu criar uma proposta para, uso agora suas próprias palavras, "quebrar com a estabilidade e a impunidade que beneficiam nossos representantes eleitos": O Voto Contínuo.

Essencialmente, seria uma forma de fragilizar os cargos que os políticos ocupam, mostrando a eles que podem ser afastados se seus eleitores estiverem descontentes com sua forma de atuar. Mas, para poderem realizar esse controle, obviamente tais eleitores abririam mão do voto fechado (secreto).

Eis abaixo a transcrição de algumas exigências para que essa proposta possa entrar em vigor:


  1. Declarar a obrigatoriedade do voto aberto em todas as instâncias legislativas e a plena divulgação da listagem dos votos em meios impressos e virtuais com acesso a qualquer cidadão - lista esta composta pelo projeto ou emenda votados, nome do vereador, deputado ou senador (VDS) e posicionamento do mesmo frente à questão;


  2. Voto nas eleições para todos os cargos deixaria de ser obrigatória e uma opção de voto aberto (não secreto) seria oferecida ao eleitor;


  3. Aqueles eleitores que escolherem pelo voto aberto ganharão o direito de voto contínuo sobre os atos do seu VDS eleito; tal voto contínuo será vinculado ao CPF ou título de eleitor do votante e atrelado a uma senha específica;


  4. O voto contínuo dá os seguintes poderes ao eleitor que escolheu abrir seu voto:

* Munido do CPF/título de eleitor e senha específica, o eleitor poderá, a qualquer momento, votar a favor da interrupção do mandato do seu candidato eleito, em uma página específica da Internet feita para tal objetivo;

* Quando um determinado patamar de rejeição for atingido (percentual dos votos contínuos daquele representante a ser discutido), o candidato é automaticamente retirado do seu cargo e substituído por um suplente.

Para ler a proposta completa, clique no banner:

Voto Contínuo

Sei que é uma proposta um tanto utópica em alguns pontos (o próprio Rafael concorda), mas até mesmo a mais longa e difícil jornada sempre começa com um primeiro passo.

Não deixe de participar, seja dando sua opinião, enviando sugestões ou divulgando. Exerça sua cidadania, é nosso dever como brasileiros. Senão viveremos para sempre sonhando com um futuro melhor, que nunca chegará.

1 Comentário:

Rafael Reinehr disse...

"Toda dor vem do desejo de não sentirmos dor" - isso explica a angústia existencial que o homem moderno experimenta: busca não se envolver com "medo de sentir dor" mas acaba sentindo, na anestesia que lhe caracteriza, um dor maior que não consegue explicar tampouco localizar para poder curar.

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